A falta de educação corporativa

A falta de educação corporativa reflete diretamente no nível de satisfação dos clientes.

Como pedagogo e consultor organizacional, personal, professional e leader coach, com quase 40 anos de experiência corporativa, já prestei e continuo prestando serviços de consultoria e assessoria a um grande número de organizações ou empresas dos mais variados portes e segmentos de mercado, em diversas regiões do Brasil, uma experiência muito rica e ao mesmo tempo desafiadora, em função de vários fatores, destacando-se os aspectos culturais e comportamentais, apresentados pelos colaboradores dessas empresas.

A falta de educação corporativa e o baixo nível de capacitação técnica merecem destaque especial, começando pela conduta pessoal, chegando ao despreparo para o exercício ou desempenho das funções, que na maioria das organizações são confundidas com cargos, chegando a impressionar como essas empresas, por mais diferentes que sejam, têm um problema em comum, que vem crescendo assustadoramente nos últimos anos, causando sérios prejuízos ao desempenho de seus colaboradores: O espírito conformista.

Recentemente, durante a fase de entrevistas individuais com um grupo de colaboradores de uma pequena empresa, cheguei a ficar assustado com o grande número de pessoas que sofrem da Síndrome do Conformismo ou Síndrome de Estocolmo Adaptada, verdadeiros “bonecos humanos”, incapazes de pensar ou realizar de forma diferente qualquer tarefa, afirmando que aprenderam a fazer assim e vão continuar fazendo assim, lembrando a personagem Gabriela, do escritor baiano Jorge Amado.

É importante ressaltar que o indivíduo conformista não acredita na capacidade da superação porque está condicionado a viver sem expectativa de qualquer mudança de vida. O conformista entende que não vale à pena fazer um esforço maior para conseguir um resultado melhor e aceita passivamente as condições que lhes são impostas em todas as áreas da vida, como se fosse um adepto da filosofia cantada pelo sambista Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar, vida leva eu…”

Pesquisando e analisando esse quadro caótico no mundo corporativo, cheguei a um dado muito importante, no que se refere à gênese do problema, ou seja, quem é o maior responsável pelo baixo desempenho operacional das empresas?

Lamentavelmente, a maior responsabilidade é do empresário, que geralmente tem o foco direcionado exclusivamente para a obtenção de lucro, sem cuidar de outros aspectos de fundamental importância, como a capacitação de seu quadro de colaboradores e a qualidade do atendimento, que refletem, diretamente, no nível de satisfação dos clientes.

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