Sabedoria é não julgar e criticar

É interessante como muitos são ótimos em julgar, apontar o dedo, espetar e ferir o próximo. Essa atitude infeliz ocorre principalmente aos que ocupam função que requer mais zelo e cuidado para com o outro. Por outro lado, tais pessoas são péssimas em elogiar. Por vezes, não enaltecem o que o outro faz de bom , mas são extremamente atentas a qualquer falha alheia para criticar inexoravelmente. Como conhecer mais ainda o ser humano?

Quando errares, saberás e conhecerás mais ainda os falsos e hipócritas, os cínicos e irônicos, seja nos bastidores da política, da educação, da comunicação. Afastar-se desse tipo humano é medida prudente. Seu contato faz mal à alma, destrói os ânimos e afeta negativamente o progresso. É salutar juntar-se às pessoas otimistas, porque elas agregam valores, produzem a alegria de viver, falam direto na alma e têm o olhar direto.

Já as pessoas histéricas, negativas e covardes não são capazes de falar com franqueza, e seu olhar é oblíquo quando falam. A dissimulação é sua arma e seu fraqueza, porque é vulnerável quem se afasta das luzes e só age nas sombras. Elas não sabem quem são, nem têm a coragem para falar olhando nos olhos. São pessoas que desconhecem a si mesmas e rejeitam os caminhos do autoconhecimento, por isso vivem em conflito com outro, semeando discordância. Em face disso, é preciso ser seletivo e buscar estar ao lado de pessoas do bem e tecer elogios sinceros, quando elogiar for preciso; criticar quando for necessário, mas de forma didática e não dialética, sempre com bom senso e bondade no coração. Evitar a impulsividade e agir com tato e filtro, que é o discernimento, nos faz crescer.

Na interação com o outro é fundamental evitar falácias e agressividade, indiretas e malícias, a fim de construir a dinâmica da verdadeira gestão tanto nas relações interpessoais, quanto no âmbito profissional. Não se pode gerir o outro quando não se é bom gestor de si mesmo. Gestão exige autogestão, para que se possa menos pela força que pelo exemplo alcançar a eficácia na gerência do outro. Daí a importância do autoconhecimento para se tornar um bom gestor. Por não levarem isso em conta, muitos são chefes e poucos são líderes. Outra habilidade que se precisa desenvolver melhor é o saber calar na hora oportuna. Não se distingue do tolo aquele que desrespeita esse preceito de sabedoria. O silêncio usado com sabedoria, além de revelar autoconhecimento e autocontrole, revela o verdadeiro espírito de liderança.

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