De Heidegger, a inspiração

Cores simbólicas de brilhos ad-jacentes
Esplendem sentidos múltiplos ao além de in-finitas esperanças,
Na razão in-versa da iluminada iluminação sensível, trans-cendente,
No intelecto re-verso da dialética da existência dialética,
Na fonte originária de inspiração que inspira o espírito
A trans-bordar-se nas glórias do tempo e ser,
No verbo amar dos sonhos, a perspectiva de travessias,
Na vertente espiritual de ser o sublime re-vestido
De chamas ad-vindas da lareira do eterno silêncio.

O que sou perante a vida?
O que não sou diante aos raios de sol
A iluminarem pretéritos indicativos do vir-a-ser,
Presentes subjetivos, subjuntivos do amor-verdade?
Diante de minha imagem, re-fletida no espelho,
A morte, a eternidade?

Versos in-versos, razão ao revés do tempo:
Fica a impossibilidade temporal de querer
Ser terra, ser águas límpidas, ser trégua,
Ser espaço, ser alegria, ser o ser finito nas sombras
Do homem mortal, do indivíduo que busca
O ser da liberdade que inspira etern-itudes.

Talvez não ec-sista a metamorfose
Metapoema, metaprosa na metalinguística do absoluto,
Nas imagens de outros outroras mel-ancólicos e nostálgicos,
Re-lembradas no vão de um dia solitário,
Na soleira – ou seria “à soleira” – de um instante-limite saudoso,
Re-memorizadas nas frinchas de outras utopias.

Gravo a sutileza do possível,
Enquanto tenho tempo fértil,
A inspiração viva e presente.
O vento de entre-montanhas
Sibila o carrossel de sentimentos e emoções
Re-flexo e esperança,
Retalhos de fantasias apenas!
Miríades de quimeras!
Imagens de sorrelfas!
No além as perspectivas pers de eter-idades
Des-petalam o in-consciente de verbos puros.

Canto de forte sinfonia,
Blowin´ in the Wind, Skyline Pigeon,
Cântico de óperas do silêncio presente,
Graças a la Vida, Forever Young,
Na alma, espírito, corpo
Mel-odia de vasta alegria, amplo amor
A res-plandecerem de desejos os idílios do Ser.

Sou amante eterno do verbo,
Sou verbo-amante da vida que sonha
O espírito da verdade.

Não me limito na liberdade
De escrever com quatro letras o amor,
Per-corro o não-dito, in-audito
De amar no Ser o eidos do tempo,
De ser no eidos do espírito a essência da Verdade
Efêmera que alimenta os tícios-inters
Do pleno amor-vida.
Meu passado brinca nos campos silvestres
E Heidegger inspira-me no Ser da jornada,
Verdes ramos, vagalumes,
Quê inocência! Quê saudade!

(**RIO DE JANEIRO**, 11 DE MARÇO DE 2018)

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