Fresco estilo de liberdade

Delinear os sentimentos, em pura beleza de doação, é um movimento constrangido e tímido.

Burilar as emoções, em fresco estilo de liberdade, é um repouso nobre e inteligente.

Trabalhar as sensações, em suave forma da emancipação, é um dormitar polido e perspicaz. Não sinto os pensamentos. Não penso os sentimentos. Sinto a pena que desliza no papel branco, a aflorar e fluir a sensualidade-busca.

No sonho, a presença do limite a estabelecer a verdade de emoções muito longinquamente não vividas; a verdade é proximamente sentida e, assim mesmo, sou eu quem sente. Se surge um limite, neste sonho, é que as emoções não conseguem sobreviver de modo desbaratado, num estilo atabalhoado; além de irem morrendo no suceder dos instantes, nada pode ser realizado: a identidade mergulha-se e se efemeriza, sinfonia a que assisto orgulho e inquieto.

Monólogo interior ao mais fundo dos sentimentos… Acaso, posso dizer mesmo, com consciência, eu ser o sentido de mim?
Digo as dores, ansiedades, angústias, e tudo se torna um vazio
imensurável.

Reconheço a inteireza da consciência-desejo viver toda a liberdade, intenciono sentir toda a aresta do sublime por simples capricho e picardia.

Desejo explícito de ser a agressividade – sou um desejo único.

(**RIO DE JANEIRO**, 07 DE FEVEREIRO DE 2018)

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